“As orelhas são apenas a porta de entrada dos sons”, mero “condutor” do som para chegar até o cérebro.

Sabemos que o cérebro é o responsável pelo reconhecimento da informação auditiva, desta forma a perda auditiva leva prejuízo não apenas as orelhas, mas de forma significativa ao cérebro. Assim, a perda auditiva ou privação auditiva, com limitações na passagem dos sons é limitante ao aprendizado, desenvolvimento e até mesmo, as relações sociais. Neste aspecto, para minimizar os prejuízos na audição, vem as tecnologias auditivas que a partir da ampliação dos sons, permite estimular e desenvolver o cérebro.

A  privação do som na intensidade e qualidade normais por parte das áreas auditivas do cérebro inicia um processo neuroplástico nessas regiões. Algumas dessas áreas começam a se atrofiar e outras passam a assumir funções diferentes. É a plasticidade cerebral atuando diante da surdez, adaptando o cérebro, a um cenário em que a audição vai perdendo a importância e no caso de privações auditivas mais acentuadas e prolongadas, há um risco maior de doenças  degenerativas do cérebro, como demências e até mesmo, a doença de Alzheimer.

Por isso, o uso de aparelhos auditivos diminuem os danos cognitivos em pacientes com perda auditiva, pois ajudam a preservar a saúde mental e a plasticidade dos centros auditivos no córtex cerebral.

Re-adaptando o cérebro aos sons

“Ir com calma” ou sem expectativa no começo da adaptação de aparelhos auditivos é o mais correto nesta fase, porque o cérebro ao sair do mundo de silêncio precisa de tempo para se remodelar.

Na regulagem inicial do aparelho auditivo deve-se usar baixa potencia, para não causar desconforto além do tolerável nos primeiros momentos de uso das prótese auditivas, pois o cérebro esta “despreparado” para intensificar e reativar as vias auditivas, ou simplesmente ouvir.

A partir do inicio do uso de aparelhos auditivos, com o aumento de informações auditivas, aumenta-se também as conexões neuronais, que durante meses ou anos, esse processo progressivo segue, melhorando a performance auditiva ao longo do tempo.

Precisa-se de tempo, treino e perseverança para restabelecer habilidades auditivas e se habituar ao aparelho auditivo, o usuário precisa desse “tempo” para aprender a ouvir novamente.

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Sobre a autora:

 

Dra. Vanessa Andrea

Fonoaudióloga

CRFª: 8537