Uma boa audição é a base para o desenvolvimento da fala. A audição do bebê se desenvolve totalmente nos primeiros meses de vida, logo, é importante detectar qualquer problema o quanto antes, e para isso existe o teste da orelhinha, que é realizado enquanto o bebê está dormindo. Esse teste tem como finalidade avaliar a audição em bebês, e não machuca e nem gera incômodos.

O teste da orelhinha é eficaz no sentido de prevenção e cuidados auditivos, visando ao diagnóstico precoce de perda auditiva. O profissional coloca um aparelho, que produz estímulos sonoros leves e mede o retorno desses estímulos de estruturas do ouvido interno. Caso identificadas alterações, o bebê deve ser encaminhado a um especialista para que sejam feitos exames complementares.

O desenvolvimento do seu bebê depende da estimulação auditiva

De fato, o feto com mais ou menos 25 semanas de gestação já pode escutar. Seu ambiente acústico é constituído por ruídos como a respiração, os batimentos cardíacos, os movimentos musculares e intestinais maternos. Desta forma, esse feto já está recebendo informações, e registrando-as. Isso torna de extrema importância saber se ele escuta, para que as oportunidades de aprendizado não se percam.

Agora vamos pensar em um bebê, além de se comunicar por meio da palavra, o faz também pelos gestos e pelo olhar. Por isso, tanto os bebês que escutam quanto os que têm dificuldades agem de forma semelhante até os seis meses de idade, passando muitas vezes despercebida a dificuldade auditiva, o que nos leva a entender que existe uma relação direta entre o limiar de audição, o desempenho da fala e o desenvolvimento da linguagem.

Então, se algo nos impede de receber as informações de forma clara, nosso aprendizado ficará prejudicado. Nossas reações não vão condizer com as situações, e, por isso, seremos muitas vezes chamados de distraídos ou mal-educados. Essa privação de informações impede a criança de alcançar seu potencial cognitivo e vocacional, podendo inclusive gerar problemas emocionais e/ou comportamentais.

emissões otoacústicas evocadas teste da orelhinha

O que é o teste da orelhinha?

O teste da orelhinha é gratuito, fácil e não machuca o bebê. Realizado através do exame denominado “Emissões Otoacústicas Evocadas”, é um exame fisiológico que avalia a orelha interna, mais especificamente as células ciliadas externas da cóclea, mas não tem como objetivo quantificar a perda auditiva.

A cóclea é capaz de emitir sons ou ecos espontaneamente em cerca de 30% da população com audição normal. No restante, essas emissões podem ser evocadas por meio de um estímulo sonoro.

Para realizar este exame, são necessários de cinco a dez minutos e qualquer local, desde que não tenha muito ruído. Coloca-se uma sonda com um alto-falante e um microfone na orelha externa do bebê, que deverá estar dormindo ou muito quieto. Através da sonda, sons são emitidos e o eco captado é analisado por um computador com representação visual.

O Teste da Orelhinha tornou-se obrigatório em todos hospitais e maternidades

O Teste da Orelhinha passou a ser obrigatório por meio da Lei nº 12.303, de 02/08/2010, que tornou obrigatória a realização do exame denominado “Emissões Otoacústicas Evocadas”. Segundo essa lei, todos os hospitais e maternidades devem realizar o teste gratuitamente nas crianças nascidas em suas dependências. Recomenda-se que o teste seja feito no 2º ou 3º dia de vida do bebê, mas também pode ser realizado em qualquer idade caso os pais ou o pediatra desconfiem que a criança não escuta bem porque ela não reage aos sons.

Por que fazer o teste da orelhinha?

Esse teste capaz de detectar deficiências auditivas desde o nascimento, possibilitando o diagnóstico e o tratamento precoces de eventuais problemas. O diagnóstico precoce é fundamental para a realização de procedimentos que irão minimizar os impactos da deficiência auditiva no desenvolvimento da linguagem e da fala da criança.

profissional especializado fonoaudiólogo

Quem realiza o teste da orelhinha?

O Teste da Orelhinha é comumente realizado por fonoaudiólogo(a). Pode também ser realizado por médico, devidamente capacitado para tal.

Recomenda-se que as crianças que apresentam alguma alteração do exame sejam encaminhadas ao Otorrinolaringologista, para a realização de outros exames complementares. Visa-se estabelecer o diagnóstico definitivo e o encaminhamento para um programa de intervenção precoce, buscando minimizar os impactos da deficiência auditiva no desenvolvimento da criança.

O que fazer se o teste da orelhinha der alterado?

O teste pode dar alterado em apenas uma orelha, quando o bebê apresenta líquido no ouvido, que pode ser o líquido amniótico. Nesse caso, deve-se repetir o teste após 1 mês.

Quando o médico identifica alguma alteração nas duas orelhas, ele poderá indicar imediatamente que os pais levem o bebê ao otorrinolaringologista ou fonoaudiólogo para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Além disso, pode ser preciso observar o desenvolvimento do bebê, tentando perceber se ele ouve bem. Aos 7 e 12 meses de idade, o pediatra pode realizar novamente o teste da orelhinha para avaliar como está a audição do bebê.

Os bebês que tem maior risco de ter o teste de orelhinha alterado são:

0 – 28 dias de vida:

  • Todos os recém-nascidos admitidos em UTI Neonatal por 48h ou mais;
  • Nasceram prematuros, antes das 38 semanas de gestação;
  • Estigmas ou outros achados sugestivos de síndromes associadas à perda auditiva;
  • Apresentam algum caso de surdez na família;
  • TORCHS (Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, Herpes, Sífilis);
  • Anomalias craniofaciais, incluindo anomalias da orelha externa.

29 dias a 2 anos de vida:

  • Preocupação familiar em relação à audição, fala ou linguagem;
  • Estigmas ou outros achados sugestivos de síndromes associadas à perda auditiva;
  • História familiar positiva;
  • TORCHS (Toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis);
  • Hiperbilirrubinemia em nível de exsangüíneotransfusão;
  • Uso de drogas ototóxicas (aminoglicosídeos e agentes quimioterápicos);
  • Infecções associadas a perdas auditivas neurosensoriais (ex: meningite bacteriana);
  • Otite média com efusão recorrente ou persistente por pelo menos três meses;
  • Traumatismo cranioencefálico (TCE).

aparelhos auditivos para bebês e crianças

A importância dos aparelhos auditivos para bebês e crianças

Sabe-se que a audição é um dos cinco sentidos dos seres humanos e exerce uma importância fundamental no desenvolvimento global do ser humano. Para ter-se qualidade de vida a população depende do funcionamento normal desse sentido.

Hoje em dia os aparelhos auditivos para bebês e crianças são desenvolvidos levando em conta as necessidades especificas destes usuários. A tecnologia atual permite a adaptação de aparelhos cada vez mais anatômicos, menores e mais leves.

Tanto o aparelho auditivo quanto o molde auricular estão disponíveis em diversas cores. A cor também torna o aparelho auditivo mais fácil de se localizar, caso o bebê o remova. Colar adesivos coloridos no aparelho auditivo também pode ser divertido.

Crianças pequenas exigem um cuidado diferenciado quando pensamos no diagnóstico e depois no atendimento, entendido como o processo de seleção, adaptação de aparelhos e terapia fonoaudiológica. Segundo estudos, o deficiente auditivo pode ter um desenvolvimento da linguagem e do aprendizado semelhante ao do ouvinte normal, desde que seja devidamente estimulado.