Segundo a Organização Mundial de Sáude (OMS), no mínimo 10% das crianças do mundo nascem ou adquirem algum tipo de deficiência física, mental ou sensorial com repercussão negativa no seu desenvolvimento.

A Infância em dados

Nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, quase ¼ da população brasileira (23,9%) apresenta algum tipo de deficiência, o que significa 45,6 milhões de pessoas. O censo demográfico na avaliação por tipo mostrou que 9.717.318, significando 5,7% das pessoas Brasileiras apresentam algum tipo de deficiência auditiva. Diante deste quadro gigantesco de pessoas surdas, era de se esperar que, de uma forma ou de outra, houvesse um movimento social e político para o resgate dos Surdos da marginalização linguístico-educacional.

Há pessoas surdas em toda a parte do Brasil. Porém, muitos surdos são invisíveis à Sociedade, vivendo isoladamente: a) Nos Lugares Comuns (praças, bares, cinemas, clubes, etc.) b) Nas Associações de Surdos c) Nas Escolas e Universidades d) Nas Clínicas e) Nas Igrejas.

A Otite na Infância

Vamos nos ater hoje em perdas auditivas causadas por otite na infância, é muito comum recebermos pacientes encaminhados por médicos otorrinolaringologistas para confecção de tampão de silicone sob medida devido procedimentos cirúrgicos para correção dessa doença auditiva, recorrente em muitas crianças, desde a primeira infância. Recebemos em nossas clínicas dezenas de crianças com esse diagnóstico encaminhadas pelos médicos otorrinos semanalmente, os quais necessitaram passar por procedimentos cirúrgicos devidos tratamentos medicamentosos sem sucesso. Conforme observamos na literatura exemplos de privações muito comuns na primeira infância são quadros de otite média (OM) que podem ocorrer repetidas vezes neste período.

As otites são infecções bacterianas que acometem a orelha externa (pavilhão, meato, tímpano) e/ou média (tímpano, ossículos, janela oval), que têm entre outras causas, as infecções das vias aéreas superiores, as alergias, o mau funcionamento da tuba auditiva, a posição incorreta durante a amamentação e o hábito de levar objetos e mãos sujas à boca.Além disso, as crianças pequenas exibem fatores específicos para idade, tais como um sistema imunológico imaturo que as predispõe a este tipo de doença.

O efeito do acúmulo de secreção na orelha média, típico de um quadro de OM, é uma perda auditiva do tipo condutiva e de grau leve. Esse tipo de alteração ocorre sempre quando o problema está localizado na orelha externa e/ou média, comprometendo a passagem do som que chega à cóclea.

Os problemas da perda auditiva na Infância

A primeira implicação da perda condutiva de grau leve, pode ser a de restringir a informação da fala que a criança recebe . Por isso, se este tipo de perda (apesar de muitas vezes pequena e temporária) ocorrer repetidas vezes, pode causar um impacto negativo no desenvolvimento de habilidades do processamento auditivo e no aprendizado da linguagem da criança.

Na literatura estão descritos diversos estudos que relacionam a otite e o desempenho nas habilidades do processamento auditivo e de linguagem, em crianças em idade escolar.

De um modo geral, a maioria deles tende a indicar que as crianças com histórias positivas de OM apresentam pior desempenho nos testes auditivos do que crianças com histórias negativas de infecção de ouvido, sugerindo ainda que os efeitos da perda auditiva flutuante na fala e na escrita podem se estender ao longo da infância.

Fique Atento!

Fique atento ao desenvolvimento auditivo das crianças que convivem com você, caso perceba alterações em aprendizado, leitura/escrita, fala procure um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo para maiores orientações e exames de diagnóstico ou tratamento.

A Digsom possui uma equipe preparada para fornecer orientações necessárias para o bom desempenho de fala e escolar das crianças. Estamos prontos para reabilitação auditiva destas crianças quando se faz necessário assim como para a confecção de tampão de silicone sob medida para minimizar os efeitos da otite.

Digsom Ouça melhor, Viva melhor!

Sobre a autora:

 

Fga Francielly Guimaraes de Oliveira Lippel
CRFa 3-8848

 

 

 

 

 

Referencias:
LIMA-GREGIO, Aveliny Mantovan; CALAIS, Lucila Leal; FENIMAN, Mariza Ribeiro. Otite média recorrente e habilidade de localização sonora em pré-escolares. Rev. CEFAC, São Paulo , v. 12, n. 6, p. 1033-1040, Dec. 2010 . Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462010000600015&lng=en&nrm=iso>. access on 14 Apr. 2020. Epub Apr 23, 2010. https://doi.org/10.1590/S1516-18462010005000025.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. World report on disability. Disponível em: <http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs352/en/> acesso em 13 de abril de 2017.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2010. Disponível em: <http://censo2010.ibge.gov.br/>. Acesso em: 15 maio 2017. Não paginado.

MONTEIRO, Myrna S. História dos movimentos dos surdos e o reconhecimento da Libras no Brasil. In: ETD – Educação Temática Digital 7 (2006), 2, p.3 Disponível em: http://www.ssoar.info/ssoar/bitstream/handle/document/10178/ssoar-etd-2006-2-monteiro-historia_dos_movimentos_dos_surdos.pdf?sequence=1 acesso em 02 de janeiro de 2018