A perda de audição entre os jovens é mais comum do que se pensa. É um mito acreditar que apenas idosos sofrem de surdez. Especialistas alertam para os dados preocupantes relacionados ao número de crianças e jovens adultos com perda auditiva, que cresceu consideravelmente nos últimos anos.

Infelizmente, esse número provavelmente continuará a crescer. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 1,1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos estão sob risco de desenvolver perda auditiva. Outras pesquisas indicam que aproximadamente 1 a cada 5 adolescentes tenham atualmente algum tipo de perda auditiva – um crescimento de quase 30% se comparado aos anos 90.

O ruído é o grande vilão

“Entre as causas de surdez entre jovens, uma das mais preocupantes – e motivo de alerta – é o ruído. O uso excessivo de fones de ouvido e o hábito de ir a shows e eventos com som muito alto parece algo normal, mas está comprovado que essa prática sem o repouso auditivo adequado pode afetar gravemente a audição”, alerta o fonoaudiólogo, Dr. Nildo Manoel Duarte, diretor técnico do Grupo Digsom Aparelhos Auditivos.

Estudo da Fiocruz alerta para poluição sonora

Um estudo de 2015 da Fiocruz, Escola Nacional de Saúde Pública do Rio de Janeiro, diz que um dos grandes problemas de saúde pública na atualidade é a poluição sonora e seus efeitos sobre a saúde, inclusive sobre a audição que tem sido amplamente investigada.

Diz ainda a Fiocruz que, dentre as causas mais comuns de perda auditiva estão a infecção por rubéola durante a gravidez, as infecções de ouvido e a exposição prolongada a ruído intenso que se destaca como uma das principais causas de perda irreversível.

“Há um aumento na deficiência auditiva em crianças e adolescentes relacionada à exposição ao ruído de lazer. Muitos jovens se expõem voluntariamente a níveis elevados de intensidade de ruído pelo hábito de ouvir música em bares, casas noturnas, festas, academias e principalmente utilizando fones de inserção dos Ipods, MP3, MP4, celulares, entre outros, sem preocupar-se com o tempo e a intensidade dessa exposição”, alega a pesquisa.

A importância da prevenção

A prevenção deve incluir testes auditivos regulares, como a audiometria que, além de ser rápida e indolor, pode fornecer imediatamente informações importantes acerca da audição.

É hora de ação para protegermos a audição dos jovens.

Explica a Fonoaudiologia que o ato de ouvir é um dos processos mais complexos do corpo humano. Para escutar qualquer ruído, movimentam-se pequenos ossos e cerca de 30 mil microssensores, ou “células ciliadas”, que enviam as ondas sonoras até o cérebro através do nervo auditivo.

É importante procurar um profissional para verificar as melhores formas de se proteger e evitar lesões, principalmente para quem precisa se expor com frequência a som alto, como profissionais da música ou que trabalham em locais com ruídos.

Para evitar que cresça o número de jovens com perda de audição é importante procurar um especialista ao menor sinal de dificuldades para ouvir.

“Há um aumento na deficiência auditiva relacionada à exposição ao ruído de lazer. – Foto: Divulgação

O que fazer se a audição já está afetada

O avanço da medicina e a nanotecnologia têm possibilitado desenvolver aparelhos auditivos invisíveis, com inteligência artificial, que imitam a função do ouvido humano, possibilitando uma qualidade auditiva natural em qualquer ambiente.

Além de conectividade direta a celulares, computadores e televisões, essas inovações sã verdadeiros assistentes pessoais de comunicação, muito mais modernos e eficientes do que muitos fones de ouvido disponíveis no mercado. Com isso, é possível ouvir música com total segurança e controle de intensidade sonora diretamente no aparelho auditivo.

Ao menor sinal de falta de audição, identificação de algum zumbido prolongado ou sensação de abafamento no ouvido é necessário procurar um médico otorrinolaringologista e um fonoaudiólogo que são capazes de diagnosticar a gravidade de qualquer problema auditivo e recomendar o tipo de tratamento adequado.

Digsom. Ouça melhor, viva melhor!

Publicado no Portal ND+ em 07/10/2020
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