Embora muitos não saibam, a resposta é sim. Porém, como já vimos em algumas outras postagens, existem diversos tipos de surdez, tipos de perdas e graus. Quando a pessoa tem um bom nível de reconhecimento de fala e utiliza a linguagem oral para se comunicar fica mais fácil, mas não é sempre assim.

E nos casos de perda profunda, perda total?

A segunda língua oficial no Brasil é a Libras (Língua Brasileira de Sinais), porém o número de instrutores que utilizam ou a presença de intérpretes ainda é pequena comparada ao número de surdos.

O fato é que é um direito do deficiente auditivo tirar sua carteira de habilitação desde que tenha completado 18 anos, tenha seus documentos em mãos e saiba ler e escrever; ou seja, os mesmos requisitos que para um ouvinte. A única diferença é que deverá apresentar dois laudos a mais, o exame auditivo e o laudo do médico especialista.

Também é um direito do surdo ter o dobro do tempo na realização da prova.

Ao receber sua carteira, deve identificar seu carro com um adesivo na parte dianteira e traseira para que os demais motoristas se comuniquem não por meio de avisos sonoros (buzinas) e sim de avisos luminosos (faróis).

Pesquise auto escolas com acessibilidade, que tenham libras, intérpretes.

E para o bem geral da nação que o mundo tenha mais empatia, e menos buzina.

Setembro azul

O mês de setembro é marcado por vários eventos relativos à comunidade surda. A cor azul possui um significado que para muitos pode ser triste, mas também pode ser encarada como um símbolo de orgulho e resistência da Comunidade Surda. A simbologia vem da Segunda Guerra Mundial quando, durante a tentativa dos nazistas de livrar o mundo daqueles considerados “inferiores”, todas as pessoas com deficiência eram identificadas por uma faixa azul no braço — o que incluía a população surda. (Disponível em: <https://www.libras.com.br/setembro-azul>. Acesso em: 08/09/2020)

Sobre a autora:

 

Dra. Sandra Paula

Fonoaudióloga 

CRFª: 7504